Menu Fechar

INFORMAÇÃO SOBRE AS REAÇÕES ADVERSAS À VACINA ANTI-COVID DA ASTRAZENECA – Comunicado da direção da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde

A vacinação em Portugal foi suspensa em relação à da Astrazeneca a exemplo de outros países.

Neste momento NÃO HÁ qualquer razão científica que apoie essa suspensão que terá acontecido apenas politicamente para se tentar dissipar o receio da comunidade após uma avalanche de notícias sobre alterações que a vacina poderá provocar no sistema sanguíneo com o aparecimento de coágulos e tromboses.

A direção da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde está atenta e preocupada com a pandemia por COVID e todos os factos com ela relacionados. No que respeita à vacina da Astrazeneca convém esclarecer as pessoas de que:

  1. As reações adversas da mesma são de modo geral iguais às de outras vacinas e já foram convenientemente estudadas;
    1. As reações agora descritas como secundárias à vacina e que têm a ver com coágulos e tromboses em alguns casos NÃO SÃO CORRETAS. Isto é, têm sido relatados alguns casos em que algumas pessoas terão desenvolvido esse tipo de problema nos dias subsequentes à vacinação, mas nada prova uma relação de causa-efeito pois o acontecimento é ainda menor que na população em geral;
    1. Estas reações estão a ser estudadas por vários organismos incluindo a Agência Europeia do Medicamento e TUDO APONTA PARA UM ACONTECIMENTO FORTUITO NÃO LIGADO Á VACINA;
    1. No Reino Unido foram apontadas 35 pessoas com esses sintomas num total de quase 10 milhões (0,0004%) mas também foram assinalados 24 casos semelhantes com a vacina da Pfizer em 11 milhões de pessoas (0,0002%). Na Índia foram inoculadas 28 milhões de pessoas, na sua maioria com a vacina da Astrazeneca, sem que haja um único caso reportado.
    1. TODAS as vacinas têm um grau mínimo de risco sendo que a possibilidade de um acontecimento grave ocorrer é extremamente baixa pelo que todas as vacinas aprovadas na luta contra a pandemia são boas e devem ser utilizadas logo que possível. Lembramos que a pandemia só vai atenuar de uma forma constante apenas quando houver imunidade de grupo, isto é, a maior parte da população vacinada.
    1. Até 5 de março tinham sido reportadas um total de 15 mortes após a vacinação com qualquer uma das vacinas contra o SARS COV 2 em milhões de vacinações em todo o mundo. Destas, 9 já foram descartadas por não terem ligação às vacinas e 6 ainda estão em estudo num universo enormíssimo de vacinações.

Aproveitamos para acrescentar que as queixas de dores localizadas no braço, febre e dores musculares são relativamente comuns em quase todos os tipos de vacinas. Também é importante referir que a 2ª dose está associada a mais queixas.

A própria vacina da gripe tem sido associada em casos extremamente raros (2 por milhão de vacinados) a uma doença neurológica grave -síndroma de Guillain-Barré- sem que alguma vez fosse provado um nexo de causalidade.

A vacina do sarampo/papeira/rubéola tem sido associada raramente a perdas de plaquetas que são um componente essencial do sangue e que poderia em teoria levar também a coágulos e tromboses.

Referimos também que uma substância utilizada em vacinas, thimerosal, foi durante anos associada por muitas pessoas ao aparecimento de autismo em algumas crianças sem que nunca tivesse sido provada qualquer associação.

Em suma, todas as vacinas ao longo do tempo são passíveis de causar efeitos laterais menores e o mesmo se aplica às vacinas atuais contra o COVID incluindo a da Astrazeneca. A possibilidade de reações adversas graves pode existir, mas são extremamente raras e geralmente relacionadas com fenómenos alérgicos.

Tendo em conta a luta contra a pandemia é ESSENCIAL QUE A POPULAÇÃO PERCEBA QUE NÃO HÁ, ATÉ ESTE MOMENTO, QUALQUER RISCO ACRESCIDO COM QUALQUER DAS VACINAS UTILIZADAS E, PORTANTO, DEVEM CONFIAR NOS ORGANISMOS CIENTÍFICOS COMPETENTES E ACEITAREM SER VACINADOS LOGO QUE POSSÍVEL.

(o comunicado é assinado pelo presidente da direção que é médico – Miguel Sousa Neves – e teve a 1ª inoculação a semana passada com a vacina da Astrazeneca)

16 de março de 2021

2 Comments

  1. Lino Rosado

    Estou completamente de acordo. A decisão foi politica. É fundamental ter cuidado com este tipo de decisões pois isso pode levar a dúvidas entre a população e diminuir a taxa de vacinação e isso sim seria um grave problema.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *