Autores: Andreia Sousa1, Rita Camarneiro2, Telma Antunes3
1Andreia Sousa – Fisioterapeuta, Subcoordenadora da Unidade de Fisioterapia do Hospital de Torres Vedras da ULSO. Physiotherapist, sub-coordinator of the Physiotherapy Unit of Torres Vedras Hospital – ULSO.
2Rita Camarneiro – Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral no Hospital das Caldas da Rainha da ULSO. General Surgeon at Caldas da Rainha Hospital – ULSO
3Telma Antunes – Enfermeira no Serviço de Cirurgia no Hospital de Torres Vedras – ULSO. Mestrado em Enfermagem com Especialização em Enfermagem de Reabilitação. Nurse in the Surgery Department of Torres Vedras Hospital – ULSO. Master’s Degree in Nursing with Specialization in Rehabilitation Nursing.
Resumo
O aumento da incidência do cancro da pele, aliado ao reduzido número de dermatologistas no SNS, torna essencial a melhoria dos métodos de triagem das lesões cutâneas. O recurso a ferramentas de IA de apoio à decisão clínica é visto como vantajoso na triagem de lesões cutâneas, nomeadamente sugestivas de melanoma. Metodologia: Foi efetuada uma revisão da literatura sobre as vantagens da IA no diagnóstico do melanoma cutâneo. Resultados: As ferramentas de IA são úteis no apoio à decisão clínica na deteção de melanoma cutâneo. Facilitam a identificação de lesões suspeitas e o encaminhamento para consultas de especialidade. A utilização na autovigilância, por utentes com antecedentes de melanoma cutâneo, não aparenta ser tão vantajosa. Conclusões: A IA, enquanto auxiliar na triagem de lesões da pele, contribui para a racionalização dos recursos. Diminui a morbilidade e a mortalidade inerentes ao melanoma cutâneo e reduz os custos para o sistema de saúde.
Palavras chave: cancro da pele, Dermatologia, Inteligência Artificial, teledermatoscopia
Introdução
A incidência do cancro da pele tem vindo a aumentar. Estima-se que em Portugal afete 1 em cada 7 pessoas. O diagnóstico e tratamento precoces dos cancros da pele são fundamentais na diminuição das taxas de morbimortalidade e consequentemente no decréscimo dos gastos em saúde (Kränke et al., 2023).
O reduzido número de Dermatologistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) dificulta o acesso atempado a consulta da especialidade, surgindo a teleconsulta como uma valiosa alternativa, quando a consulta presencial não é possível a curto prazo (Despacho nº 6280/2018 de 28 de junho).
Recentemente, a Inteligência Artificial (IA) tem-se mostrado como uma mais-valia em várias áreas da saúde, nomeadamente na Dermatologia. Através de aplicações baseadas na IA, a triagem, diagnóstico e encaminhamento de utentes com lesões cutâneas suspeitas, para consulta de Dermatologia são facilitados. Também o surgimento de apps móveis, de uso generalizado pela população, tem simplificado a consciencialização dos utentes para a importância do rastreio de lesões cutâneas (Kränke et al., 2023).
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