Siga-nos no Facebook

Total de Visitas: 205591

Estudo conclui: dificuldades no SNS têm contribuído para desenvolvimento de setor privado

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Jul 13, 2017

A incapacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento do setor primário na saúde. Esta é a conclusão do estudo “Setor Privado da Saúde em Portugal”, apresentado ontem em Coimbra.

O documento, desenvolvido pela consultora Augusto Mateus & Associados, considera que o “setor privado da saúde é cada vez mais relevante para a saúde dos portugueses, para a sustentabilidade do sistema de saúde e para o tecido empresarial nacional”.

“Para lá do caráter supletivo face ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), o setor privado da saúde em Portugal assume também um papel complementar”, pode ler-se no estudo apresentado na conferência “Saúde Privada em Portugal”, organizada pelo Millennium bcp.

Os autores do trabalho concluíram que, no primeiro caso, o setor privado proporciona uma maior rapidez no acesso a cuidados, maiores níveis de conforto, a possibilidade de escolha de médico, simpatia dos colaboradores, notoriedade, localização e entidade prestadora dos cuidados.

No segundo caso, “o setor privado é procurado especificamente para preencher lacunas ou contornar fragilidades da oferta pública, tais como a fraca cobertura [medicina dentária], as listas de utentes sem médico de família ou tempos de espera para marcação de consulta programada nos centros de saúde ou as listas de espera para cirurgia”.

A atividade privada da saúde encontra-se bastante concentrada nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, sendo secundada por alguns polos na região Centro, sobretudo, Coimbra.

As regiões de Lisboa e Porto “são responsáveis por 68,2% das empresas, 79,3% do volume de negócios e por 72,7% do resultado líquido”.

O estudo revela ainda que 40% da população portuguesa está coberta por um subsistema de saúde público (ADM, Ministério da Justiça, ADSE), privado ou um seguro de saúde, além de ser beneficiária do SNS.

“Atendendo a que este financiamento está tendencialmente direcionado para prestadores privados, sinaliza a relevância expressiva que o setor privado assume no quadro nacional da saúde”, lê-se no documento.

O setor privado da saúde é atualmente responsável por 79 mil empresas, 130 mil empregos e 5,7 mil milhões de euros de faturação anual.

Segundo os autores do estudo, o setor privado da saúde apresenta bons índices competitivos “mais favoráveis do que a generalidade das atividades económicas do país” e prossegue a sua expansão para o interior do território nacional.

Fonte: Jornal Médico


Despesa corrente dos hospitais públicos aumentou 2,3% em 2015

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Jun 28, 2017

A despesa corrente dos hospitais públicos aumentou 2,3% em 2015, invertendo a tendência de diminuição que se observava desde 2010, para a qual contribuiu maiores gastos com medicamentos inovadores e em material de consumo clínico.

De acordo com a Conta Satélite da Saúde, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nesse ano diminuiu 3,1% a despesa dos prestadores públicos de cuidados de saúde em ambulatório, devido aos “decréscimos dos custos com o pessoal”.

O documento refere que, em 2015 e 2016, a despesa corrente em saúde aumentou 3,1% e 2,7%, respetivamente.

“Em ambos os anos a taxa de crescimento nominal foi inferior à do Produto Interno Bruto (3,7% em 2015 e 3% em 2016), tendência que se observa desde 2010”, refere o INE.

No mesmo período, “a despesa corrente pública em saúde cresceu mais intensamente que a despesa corrente privada. Em 2015, a despesa corrente pública e privada aumentaram 3,3% e 2,7%, respetivamente”.

Em 2016, e segundo resultados ainda preliminares, registou-se um aumento da despesa corrente pública em 2,8%, mais do que a estimada para a despesa privada (2,6%).

A Conta Satélite da Saúde refere ainda que, em 2014, a despesa corrente pública representou 66,1% da despesa corrente e que, em 2015 e 2016, a importância relativa da despesa corrente pública aumentou para os 66,2%.

Em 2016, prossegue o documento, a despesa corrente pública e privada per capita atingiram 1.061,15 euros e 540,74 euros, respetivamente.

Relativamente ao aumento da despesa corrente dos hospitais públicos em 2015, este “deveu-se, principalmente, ao aumento da despesa em consumo intermédio (em produtos farmacêuticos – medicamentos inovadores utilizados no tratamento de doenças oncológicas, SIDA e hepatite C – e em material de consumo clínico)”.

Também a despesa dos hospitais privados e dos prestadores privados de cuidados de saúde em ambulatório cresceram em 2015, observando-se taxas de variação de 7,4% e 3,8%, respetivamente.

O mesmo documento indica que, entre 2014 e 2016, 64,9% da despesa corrente em saúde foi financiada através dos regimes de financiamento das administrações públicas.

Nesse período, os regimes de financiamento voluntário (seguros de saúde voluntários, os regimes das sociedades e os regimes das instituições sem fim lucrativo) “suportaram, em conjunto, em média, 6,2% da despesa corrente em saúde”.

Estes indicadores referem que, em 2014 e 2015, “as famílias concentraram, em média, 89,4% da despesa corrente em saúde. Esta foi canalizada para prestadores privados de cuidados de saúde em ambulatório, em farmácias, em hospitais privados e em todas as outras vendas de bens médicos”.

Fonte: Jornal Médico


PR pede consenso dos partidos sobre candidatura portuguesa à EMA

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Jun 22, 2017

O Presidente da República (PR) pediu ontem que os partidos “estabilizem a opinião” sobre a localidade portuguesa a candidatar à Agência Europeia do Medicamento (EMA), escolhendo “a que tem melhores hipóteses de ganhar” e “remando na mesma direção”.

“O que o PR pode desejar, em primeiro lugar, é que rapidamente os partidos definam uma posição. Se é a que tinham, se é outra e qual: Porto ou Braga. Depois, que definam por consenso, para um não defender uma coisa e outro defender outra”, pediu Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre a possibilidade de ainda haver unidade nacional relativamente à localidade portuguesa a candidatar à sede da EMA, que deve abandonar Londres com a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

“É preciso que todos se juntem para que Portugal ganhe, porque isso é que é importante”, acrescentou, em declarações aos jornalistas na Póvoa de Varzim, alertando para a necessidade de o acordo partidário ser “rápido”, porque está em causa uma “luta muito difícil”, com “hipóteses limitadas”, pelo que importa não as tornar “impossíveis”.

“O que posso pedir é que os partidos estabilizem a opinião, cheguem ao acordo possível e depois remem todos na mesma direção, senão o que já é difícil torna-se impossível”, frisou o chefe de Estado, à margem de cerimónia de homenagem à Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, com o título de membro honorário da Ordem de Mérito.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, é “prejudicial” a polémica que se tem gerado em torno da candidatura de Portugal à EMA, com vários políticos e localidades a reivindicar a sede da agência europeia, depois de o Governo ter escolhido Lisboa.

“À partida todos tinham a mesma opinião. É preciso ficar claro quem tem agora uma opinião e quem tem outra. Ficar claro a que tem melhores hipóteses para ganhar e, depois, todos juntarem-se para que Portugal ganhe, porque isso é que é importante”, vincou.

Marcelo lembrou que, “há um mês, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto de saudação e apoio a Lisboa como local escolhido na candidatura portuguesa”.

“É natural que os partidos mudem de opinião e tenham entretanto aparecido outras hipóteses no quadro da descentralização. Fala-se do Porto e de Braga. Mas é preciso que, rapidamente, os partidos definam uma posição”, avisou o PR.

 

Ordem dos Farmacêuticos também apela à união

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) manifestou o seu apoio aos esforços do Estado português para que a EMA tenha a sua sede em Portugal e apelou à união das instituições nacionais para evitar divisionismo.

“A OF apela a todas as forças e instituições portuguesas no sentido de que se fale a uma só voz, dando ao projeto a coerência necessária ao seu êxito e evitando divisionismos que, sendo desnecessários, só prejudicam ou podem mesmo comprometer a nossa candidatura nacional”, refere, em comunicado.

A OF adianta que a candidatura preparada pelo Ministério da Saúde para que Portugal acolha a sede da EMA, em resultado do processo de saída do Reino Unido da UE, merece “o aplauso e apoio” da OF, e da parte dos farmacêuticos, “tudo será feito” para que tal desígnio nacional se concretize.

“Sabemos que a concorrência é de peso (…) mas todos os esforços são válidos para conseguirmos que este importante ativo comunitário se transfira para Portugal”, refere a OF, notando que com este projeto “alargam-se portas ao desenvolvimento económico e científico na área da Saúde e, em particular, do medicamento”.

No entender da OF, o projeto coloca ainda, de forma determinada, Portugal na rota da investigação clínica e biomédica.

“Tal passo reforçará o nosso sistema de saúde e, a médio e longo prazo, determinará melhorias na saúde dos portugueses”, conclui a Ordem.

Fonte: Jornal Médico


Ministro: Hospital Amadora-Sintra será autorizado a fazer contratações necessárias

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Jun 21, 2017

O ministro da Saúde garantiu, na quarta-feira, no Parlamento, que o Hospital Amadora-Sintra será autorizado a fazer as contratações externas que forem necessárias, reagindo assim ao pedido de demissão da direção clínica que considerou como uma chamada de atenção.

Daremos autorização para todas as contratações de que o hospital necessite e sejam adequadas”, afirmou Adalberto Campos Fernandes, depois de ser questionado pelo PCP sobre a situação no Hospital Fernando Fonseca.

A direção clínica e diretores de serviço daquela instituição decidiram demitir-se. Desconforto crescente em torno das dificuldades para contratação de pessoal, que pode ser agravado com a imposição de reduzir em 35% os gastos com médicos tarefeiros, esteve na origem da decisão.

O ministro da saúde disse que aqueles profissionais puseram o lugar à disposição, mas que se mantêm em funções. “Foi uma chamada de atenção que será apoiada. Não vemos nenhum mal nessa tomada de posição”, concluiu o governante.

Fonte: Jornal Médico


O Presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde (SPGS) aplaude o recuo do governo no caso da candidatura única de Lisboa para sede da Agência Europeia do Medicamento

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Terça-feira Jun 20, 2017

A exemplo de outros países europeus e especialmente pelas condições praticamente únicas da Área Metropolitana do Porto, o governo deve esperar pelo trabalho do grupo que vai “explicar” e promover as razões para a candidatura da cidade do Porto.
A SPGS está disponível para colaborar dentro das suas possibilidades para que seja apresentada uma candidatura fortíssima e potencialmente vendedora na Europa.