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Injeções de capital não travam dívidas

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Segunda-feira Nov 26, 2018

Comissão Europeia critica aumento dos pagamentos em atraso

O valor de dívidas atrasadas dos hospitais públicos “continua elevado” – quase 859 milhões de euros -, “apesar das injeções de capital” feitas pelo Estados notam os especialistas da Comissão Europeia responsáveis pela avaliação à proposta de orçamento de 2019: “Até á data, os progressos foram limitados”.

Desde dezembro de 2017, o Estado injeto 900 milhões de euros nos hospitais para tentar resolver as dívidas em atraso (há mais de três meses por regularizar), devendo fazer novo esforço até ao final do ano (mais 500 milhões), elevando o valor da operação até aos 1,4 mil milhões. Bruxelas não esconde uma certa desilusão. É muito dinheiro para poucos resultados.

Notícia do Jornal de Notícias desta segunda-feira.


Escolha de quem nos trata é um “ato de fé” porque não há dados comparativos

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Segunda-feira Nov 26, 2018

Modelo atual avalia e financia os hospitais pelo número de atos praticados, mas especialistas defendem ser preciso conhecer a evolução posterior dos doentes.

Quando escolhemos um médico ou um hospital para nos tratar, fazemo-lo “num ato de fé”, porque não conhecemos os resultados obtidos por outros pacientes que tiveram um problema de saúde semelhante. Mas o paradigma está a mudar, havendo uma preocupação cada vez maior em se conhecer as consequências de um ato clínico.

“Os doentes perguntam: ‘Como é que vai ser a minha vida daqui para a frente? No caso de um AVC, vou continuar a andar e a falar?’, sistematiza João Marques Gomes, investigador em gestão da saúde na Nova School of Business and Economics.

“Escolhemos acreditar que aquilo vai correr bem, mas a verdade é que não temos dados. Sabemos muito pouco sobre os cuidados prestados”, sublinha o especialista em cuidados de saúde baseados em valor. Neste momento, escolher um médico ou um prestador “é um ato de fé”.

A notícia completa pode ser lida na edição impressa do Jornal de Notícias desta segunda-feira


SPGS dá início a ciclo de Tertúlias sobre temas ligados à Saúde

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Sábado Nov 24, 2018

A Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde vai dar início a um ciclo de tertúlias sobre temas ligados à Gestão de Saúde, que se vão realizar entre as cidades de Lisboa, Porto e Coimbra nos próximos meses.

A primeira tertúlia será já no próximo dia 13 de dezembro, às 21h, na Sala de Conferências da Secção Norte da Ordem dos Médicos e o orador convidado é o Prof. João Marques Gomes, CEO da Nova Healthecare Iniciative, que vai falar sore “Value Based Healthe Care”. A moderar esta primeira atividade estará o Dr. Miguel Sousa Neves, Presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde.

As inscrições, com um custo simbólico de 10€/cada, são limitadas às primeiras 40 e devem ser feitas para o email spgsaude@gmail.com ou através do contacto 936 284 159.

Flyer1ªTertúlia


III Jornadas de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro discutem infeções hospitalares

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Nov 21, 2018

Nos dias 22 e 23 de novembro vão ter lugar as III Jornadas de Saúde de TMAD – Trás-os-Montes e Alto Douro, no Auditório Alcídio Miguel – ESTIG, em Bragança.

A Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde é patrocinadora desta iniciativa que vai focar a sua discussão nas infecções associadas a cuidados de saúde e comunidade. Haverá ainda a discussão dos temas “Controlo de Infeção e Infeções em UCI”, “Infeções Cirúrgicas”. Vão ainda decorrer simpósios e workshops ligados aos temas.

No segundo dia, os temas apresentados serão “Infeção e Doenças Neuropsiquiátricas”, “Investigação aplicada em Infeciologia”, “Infeções associadas a Cuidados de Saúde, que projetos e que futuro?”, “Infeções em Oncologia e em fim de vida” e por fim “Resistência aos antimicrobianos, que futuro?”.

Programa Jornadas TMAD_Versão Final_20_11 (1)


Cuidados de saúde com base em valor: Que desafios?

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Sexta-feira Nov 16, 2018

O Portugal Value Meeting For Health and Care 2018 surge no seguimento da Conferência ICHOM Portugal [International Consortium for Health Outcomes Measurement], uma iniciativa conjunta da Nova School of Business and Economics, da Nova Medical School e do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, que decorreu em fevereiro de 2017.

Na altura, conforme explica o responsável pela organização do evento e chair da NOVAsaúde | Value Improvement in Health and Care, João Marques Gomes, os stakeholders da Saúde reuniram-se com um objetivo: discutir a importância dos cuidados de saúde baseados em valor.

O ICHOM resulta de uma parceria entre a Harvard Business School, o Karolinska Institutet e o The Boston Consulting Group, tendo sido fundado com o objetivo de “transformar os sistemas de saúde em todo o mundo, através da medição e disseminação dos resultados dos utentes/doentes de uma forma padronizada”.

De acordo com João Marques Gomes, medir os cuidados de saúde com base no valor que estes produzem para o doente é útil para todos os agentes do sistema de saúde, uma vez que esta informação permite que todos passem a fazer escolhas mais informadas, algo que não acontece atualmente. Desta forma, os profissionais de saúde passam a saber quais são as práticas clínicas que produzem os melhores resultados e os gestores das organizações de saúde têm oportunidade de montar sistemas que premeiem o bom desempenho das várias unidades de saúde, na medida em que conseguem identificar e definir esse bom desempenho.

Ou seja, ao invés de se basearem somente em dados quantitativos, os agentes de saúde passam a poder basear-se em dados qualitativos, sabendo o verdadeiro impacto que determinado tratamento ou cirurgia tem de facto na qualidade de vida dos doentes.

Atualmente, não basta conhecer os números, importa antes avaliar o valor que cada intervenção médica tem na vida dos doentes e perceber o que pode ser feito para melhorá-la, defende o vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa, José Fragata.

“Até agora, os cuidados de saúde têm sido avaliados, financiados e geridos numa perspetiva de volume, ou seja, de número de casos. Facilmente ouvimos um político dizer: realizaram-se 400 mil cirurgias no hospital y ou 300 consultas na unidade de saúde x. No entanto, esta é uma forma grosseira de avaliar a prestação de cuidados de saúde, sendo que o mais importante é perceber com que qualidade foram prestados e quanto pagaram os utentes por eles”, exemplificou.

Notícia completa em: http://jornalmedico.pt/atualidade/36613-cuidados-de-saude-com-base-em-valor-que-desafios.html