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Presidente da SPGS fala sobre valor da Saúde em Portugal

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Mar 8, 2018

O presidente da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde, Miguel Sousa Neves, participou esta quinta-feira à tarde no II Seminário de Gestão em Cuidados de Saúde “O Valor em Saúde”, promovido pelos alunos da Pós-Graduação de Cuidados de Saúde da Universidade Fernando Pessoa.

Miguel Sousa Neves foi assim o convidado para a Mesa que abordou o tema “Economia da Saúde: Acesso aos serviços versus equidade”, apresentando dados sobre o valor da saúde em Portugal. O presidente da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde começou por questionar sobre o valor de uma vida, refletindo a partir daí sobre todo o investimento que é e deve ser feito neste setor, lembrando o surgimento e evolução do Serviço Nacional de Saúde e reforçando que a melhoria da qualidade dos serviços prestados se traduz em “ganhos em saúde”.

O dirigente alertou ainda que os desafios que hoje o setor atravesse não podem ser encarados da mesma forma que aquando do seu surgimento, na década 70 do século passado, mas devem antes ser adaptados às novas necessidades.

O evento, que decorreu pelo segundo ano consecutivo, teve como objetivo ser um momento de partilha de experiências e aprendizagens, bem como de divulgação de boas práticas do valor em saúde, destinado a profissionais e estudantes da área da saúde.


Eventos adversos nos internamentos aumentam risco de morte e custam 100 M€/ano ao SNS

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Fev 21, 2018

Um estudo realizado nos hospitais públicos nacionais revelou que em 6% dos internamentos ocorre pelo menos um evento adverso, uma situação que se associa a um aumento de entre 5% a 7% do risco de morte hospitalar desses doentes.

Estas situações, de acordo com a investigação a que a agência Lusa teve hoje acesso, custam ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) “mais de 100 milhões de euros por ano”.

Desenvolvido pelo CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e publicado no Journal of Medical Systems, o trabalho teve como objetivo avaliar a frequência e o impacto dos eventos adversos nos doentes internados em Portugal.

A equipa liderada por Alberto Freitas, especialista em análise de dados na área da Saúde do CINTESIS, avaliou os registos dos internamentos hospitalares de todos os hospitais públicos nacionais entre 2000 e 2015. As conclusões revelaram que a frequência de eventos adversos aumentou substancialmente de 2,3% para 8%, entre 2000 e 2015.

“Registaram-se mais de 500 mil complicações inesperadas a procedimentos médicos, seguindo-se as reações a medicamentos (279 mil). Os erros resultantes da prestação de cuidados de saúde por parte dos profissionais de saúde são os menos frequentes (apenas 90 mil ocorrências ao longo dos 16 anos do estudo)”, lê-se na investigação.

Alberto Freitas esclarece que “a nível internacional também se regista um aumento dos eventos adversos” e aponta duas possíveis explicações para este fenómeno: “por um lado, os profissionais de saúde estão mais rigorosos no registo destas ocorrências e, por outro, assiste-se efetivamente a um crescimento dos eventos adversos, e isso pode acontecer por várias razões, como o envelhecimento da população”.

Neste trabalho, os autores perceberam que existem, de facto, fatores que se associam a um maior risco de sofrer um evento adverso.

“A idade mais avançada e a coexistência de várias doenças são dois dos fatores que podem potenciar a ocorrência de um evento adverso, quer seja uma falha decorrente da ação de um profissional de saúde, uma complicação inesperada ou uma reação medicamentosa”, refere, em comunicado, Bernardo Sousa Pinto, investigador do CINTESIS e primeiro autor deste trabalho.

Os resultados mostraram também que os doentes que sofreram um evento adverso ficam internados o dobro dos dias por comparação com os pacientes cujo internamento decorreu dentro da normalidade.

“No total, entre 2000 e 2015, foram registados cinco milhões de dias de internamento adicionais que em parte podiam ter sido evitados”, explica o investigador Bernardo Sousa Pinto.

No âmbito deste trabalho, foi ainda possível estimar os custos financeiros associados a estas ocorrências. Enquanto, num internamento normal os custos medianos são de 1.760 euros, nos internamentos que registam eventos adversos ultrapassam-se os três mil euros.

Alberto Freitas acrescenta que, entre 2000 e 2015, os eventos adversos associaram-se a aumentos na fatura do Sistema Nacional de Saúde em 1.700 milhões de euros.

Saiba mais em: http://www.jornalmedico.pt/atualidade/34902-eventos-adversos-nos-internamentos-aumentam-risco-de-morte-e-custam-100-m-ano-ao-sns.html


“SIMPLEX+ Saúde 2018” com 55 medidas para simplificar acesso dos utentes ao SNS

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Fev 8, 2018

O Programa engloba 55 medidas de simplificação e modernização, estabelecendo como prioridade o reforço do poder do cidadão no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O objetivo é promover a disponibilidade, acessibilidade, comodidade e humanização dos serviços, através da implementação de medidas de simplificação na saúde, facilitando o acesso e a utilização do SNS.

O Programa SIMPLEX+ Saúde engloba o desenvolvimento de 55 medidas de simplificação e modernização, das quais se destacam:

  • Nascer com médico de família e boletins de saúde eletrónicos: desmaterializar a comunicação de dados administrativos e clínicos entre prestadores de cuidados de saúde e com o cidadão, no âmbito dos cuidados de saúde associados ao nascimento, pediatria e adolescência.
  • Alerta pessoas em risco: implementação, na aplicação de registo clínico dos meios de emergência médica, de uma sinalização de cidadãos em situação de risco.
  • Registo de Saúde Eletrónico +: disponibilizar o acesso aos dados clínicos dos utentes pelos prestadores de cuidados de saúde dos setores público, privado e social, contribuindo para a criação de uma visão completa dos dados de saúde do cidadão.
  • Registo Eletrónico de Certificados de Incapacidade Temporária: uniformizar os modelos de certificado de incapacidade temporária (CIT) e desmaterializar os processos associados à sua emissão (incluindo os novos modelos «Doença Direta» e «Doença Profissional»), promovendo a interoperabilidade entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Segurança Social.
  • Resolução rápida e eficaz de conflitos na saúde: simplificar o acesso à informação e procedimentos de resolução de conflitos, permitindo a submissão online do pedido de mediação, com vista à rápida resolução de conflitos.

Conheça as restantes medidas em: https://www.sns.gov.pt/noticias/2018/02/08/simplex-saude-2018/


ADSE e Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde em sintonia na maioria das medidas propostas

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Terça-feira Fev 6, 2018

O presidente da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde (SPGS), Miguel Sousa Neves, esteve esta terça-feira reunido com o presidente da ADSE, Carlos Liberato Baptista, e com a vogal do Conselho de Administração da ADSE, Sofia Portela, com o objetivo de discutir a reestruturação dos valores a serem praticados pela ADSE (sistema de assistência na doença dos funcionários e aposentados do Estado).

Segundo Miguel Sousa Neves, a “reunião foi extremamente produtiva e aberta, tendo sido abordados todos os aspetos positivos e negativos de uma Assistência à Sáude com quase 50 anos, com as virtudes e vícios de muitos anos de apoio sem controlos rígidos nem atualizados”, continuando: “houve um consenso sobre a maioria das medidas preconizadas pela direção da ADSE, no sentido de equilibrar financeiramente a mesma e dar os primeiros passos no sentido de uma sustentabilidade a médio e longo prazo baseados em critérios de total tese de realidade factual”.

Quanto a medidas na área das consultas de especialidade foi, segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde, “enfatizado o tipo diferenciados das mesmas, em que umas requerem tempo e equipamentos diferentes de outras, sendo algo a estudar para o futuro, para que os preços neste campo possam refletir a verdade do que se faz e para que os pacientes da ADSE não sejam tratados como doentes de nível inferior e ‘despachados’ das consultas sem o cuidado médico de uma consulta de especialidade rigorosa”.

O trabalho de procura de acordos por parte da ADSE de preços fechados em atos cirúrgicos foi por sua vez elogiado por Miguel Sousa Neves que não aceita que haja uma diferença visível no que se paga aos privados face ao setor social, justificando: “todos eles têm lucros com o acordo ADSE e enquanto uns supostamente devem reinvestir o que ganham na Comunidade e nos mais desfavorecidos (setor social) outros revertem para os acionistas”. Neste sentido, Miguel Sousa Neves defende que os preços a praticar devem ser os mesmos e “alinhados por baixo”.

Já sobre as alterações referentes às tabelas de medicina física e de reabilitação, os intervenientes concordaram que os prazos de pagamento deveriam ser “ainda mais rígidos que os propostos e as próteses intraoperatórias poderiam ser negociadas diretamente pela ADSE com os fornecedores, conseguindo preços mais baixos e transversais para todos os prestadores”.

Outro dos pontos discutidos foi o das tabelas de preços de materiais e medicamentos. “Dada a disparidade quase escandalosa que se nota na faturação à ADSE, esse controlo deveria ser extremamente rigoroso e com preços máximos muito bem definidos, tal como está proposto pela atual direção, o mesmo se passando na proposta da tabela de transportes”, reforçou o dirigente.

No caso dos tratamentos de alto risco nas áreas de oncologia foi discutida a possibilidade de uma parceria maior com o Serviço Nacional de Saúde, que assume a maioria desses casos.

Por sua vez, segundo o presidente da SPGS, “houve total acordo sobre a necessidade de controlo de gastos em internamento e nos consumos em sala cirúrgica”, ficando ainda a sugestão para “uma maior abertura por parte da ADSE a novos prestadores de saúde, especialmente os de pequena e média dimensão”.

Por último, Miguel Sousa Neves sugeriu que a tabela passe a vigorar por um período experimental de 6 a 12 meses durante a qual a ADSE irá aferir se o caminho atualmente preconizado é o mais correto ou se são necessárias reformas estruturais, como aliás defende, de forma a tornar o sistema mais honesto, transparente e atual, com uma sustentabilidade mantida na livre escolha do utente mas baseada num controlo rígido das despesas e com a possibilidade de centros diferenciados fornecerem serviços de saúde privilegiados da ADSE”.


Ordem dos Médicos promove sessão sobre confidencialidade e propriedade dos dados clínicos em Coimbra

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Sexta-feira Fev 2, 2018

“Confidencialidade e propriedade dos Dados Clínicos” é o título da sessão plenária que
a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) vai promover no
próximo dia 08 de fevereiro, em Coimbra.

O evento, organizado pelos Gabinetes de Ética e Deontologia e Informação e
Tecnologia, tem como objetivos dar a conhecer o novo regulamento de proteção de
dados, perceber o impacto na clínica de um médico sobre esta alteração e a
problemática da confidencialidade dos dados, assim como entender o papel da Ordem
dos Médicos nesta questão, sugerindo soluções.

O início da sessão está marcado para as 21horas. Os temas abordados serão: “A
Confidencialidade dos dados: o que todos devíamos saber”, por Marco Neves (engº) e
atualmente funcionário da Symantec (líder mundial na área da ciber-segurança), “O
impacto na clínica de um médico sobre esta alteração e a problemática da
confidencialidade dos dados”, por um convidado ainda a designar. No final os temas
serão abertos a discussão.

O plenário vai ter lugar na Sala Miguel Torga, na Avenida Afonso Henriques, nº 39, em
Coimbra.