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Infarmed cria um mapa da inovação para definir prioridades até 2019

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Abr 11, 2018

O Infarmed está a definir um mapa com a inovação que deverá entrar nos próximos dois anos em Portugal, de forma a estabelecer prioridades e a agilizar a entrada no mercado de novas tecnologias de saúde.

Para fazer este mapeamento, foi solicitado a cerca de 200 empresas do setor farmacêutico que enviassem informação sobre os pedidos de financiamento que vão submeter até ao final de 2019, para novas substâncias ativas, novas indicações e primeiros genéricos e biossimilares. Este projeto de Horizon Scanning arrancou com o setor do medicamento, mas prevê-se que venha a ser alargado a outras tecnologias de saúde numa fase posterior.

“A recolha e tratamento, de forma sistemática, de informação de várias fontes sobre a entrada de novas tecnologias de saúde no Serviço Nacional de Saúde permitirá uma melhor planificação das atividades. O Infarmed vai também antecipar medidas para preparar o sistema de saúde para a entrada de tecnologias que alterem, de forma significativa, a prestação de cuidados de saúde, a nível organizacional, orçamental, entre outros”, indicou a entidade em comunicado.

Leia a notícia completa em: http://jornalmedico.pt/atualidade/35215-infarmed-cria-um-mapa-da-inovacao-para-definir-prioridades-ate-2019.html


Serviços médicos contratados terão número máximo de horas por ARS

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Mar 28, 2018

As Administrações Regionais de Saúde (ARS) vão passar a definir o número máximo de horas de prestação de serviços a contratar, assim como o respetivo encargo global com as mesmas, segundo um despacho do Ministério da Saúde.

O despacho, que será publicado hoje em Diário da República, recorda a “necessidade de promover a redução do recurso à prestação de serviços, durante o ano de 2018”.

Com este objetivo, cada Administração Regional de Saúde (ARS) “define o número máximo de horas a contratar neste regime, bem como o encargo global com as mesmas, a ser regionalmente distribuído por todos os serviços ou estabelecimentos de saúde integrados no Serviço Nacional de Saúde, com a natureza de entidade pública empresarial, da respetiva circunscrição territorial”.

O despacho determina ainda que o valor por hora de referência para a contratação de serviços médicos é de 22 euros para os médicos não especialistas e 26 euros para os médicos especialistas, tal como já acontecia.

Contudo, estes valores podem ser ultrapassados em relação aos médicos especialistas e até ao limite máximo de 29,21 euros, “desde que esteja em causa estabelecimento de saúde que, para a especialidade correspondente (…) tenha sido identificado como situado em zona qualificada como carenciada”.

Leia o artigo completo em:  http://www.jornalmedico.pt/atualidade/35125-servicos-medicos-contratados-terao-numero-maximo-de-horas-por-ars.html


Governo cria Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica no Porto

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Mar 15, 2018

O Conselho de Ministros autorizou a constituição da AICIB – Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica, de acordo com a resolução publicada no dia 9 de março em Diário da República.

Os benefícios da investigação clínica e dos projetos de inovação biomédica no quadro nacional e internacional são, cada vez mais, de crucial importância para a melhoria da prestação de cuidados de saúde aos cidadãos.

Colocar Portugal entre os países mais atrativos para a condução de estudos clínicos na União Europeia até 2020, aumentando o valor criado para os doentes, para o sistema de saúde, para a academia e para a sociedade, é a visão assumida por este Governo para a área da investigação clínica.

Leia o artigo completo aqui: https://www.sns.gov.pt/noticias/2018/03/09/aicib-no-porto/?utm_term=Portal+SNS++Newsletter+10%2F2018&utm_campaign=Newsletter++Portal+SNS&utm_source=e-goi&utm_medium=email


Presidente da SPGS fala sobre valor da Saúde em Portugal

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Mar 8, 2018

O presidente da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde, Miguel Sousa Neves, participou esta quinta-feira à tarde no II Seminário de Gestão em Cuidados de Saúde “O Valor em Saúde”, promovido pelos alunos da Pós-Graduação de Cuidados de Saúde da Universidade Fernando Pessoa.

Miguel Sousa Neves foi assim o convidado para a Mesa que abordou o tema “Economia da Saúde: Acesso aos serviços versus equidade”, apresentando dados sobre o valor da saúde em Portugal. O presidente da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde começou por questionar sobre o valor de uma vida, refletindo a partir daí sobre todo o investimento que é e deve ser feito neste setor, lembrando o surgimento e evolução do Serviço Nacional de Saúde e reforçando que a melhoria da qualidade dos serviços prestados se traduz em “ganhos em saúde”.

O dirigente alertou ainda que os desafios que hoje o setor atravesse não podem ser encarados da mesma forma que aquando do seu surgimento, na década 70 do século passado, mas devem antes ser adaptados às novas necessidades.

O evento, que decorreu pelo segundo ano consecutivo, teve como objetivo ser um momento de partilha de experiências e aprendizagens, bem como de divulgação de boas práticas do valor em saúde, destinado a profissionais e estudantes da área da saúde.


Eventos adversos nos internamentos aumentam risco de morte e custam 100 M€/ano ao SNS

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Fev 21, 2018

Um estudo realizado nos hospitais públicos nacionais revelou que em 6% dos internamentos ocorre pelo menos um evento adverso, uma situação que se associa a um aumento de entre 5% a 7% do risco de morte hospitalar desses doentes.

Estas situações, de acordo com a investigação a que a agência Lusa teve hoje acesso, custam ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) “mais de 100 milhões de euros por ano”.

Desenvolvido pelo CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e publicado no Journal of Medical Systems, o trabalho teve como objetivo avaliar a frequência e o impacto dos eventos adversos nos doentes internados em Portugal.

A equipa liderada por Alberto Freitas, especialista em análise de dados na área da Saúde do CINTESIS, avaliou os registos dos internamentos hospitalares de todos os hospitais públicos nacionais entre 2000 e 2015. As conclusões revelaram que a frequência de eventos adversos aumentou substancialmente de 2,3% para 8%, entre 2000 e 2015.

“Registaram-se mais de 500 mil complicações inesperadas a procedimentos médicos, seguindo-se as reações a medicamentos (279 mil). Os erros resultantes da prestação de cuidados de saúde por parte dos profissionais de saúde são os menos frequentes (apenas 90 mil ocorrências ao longo dos 16 anos do estudo)”, lê-se na investigação.

Alberto Freitas esclarece que “a nível internacional também se regista um aumento dos eventos adversos” e aponta duas possíveis explicações para este fenómeno: “por um lado, os profissionais de saúde estão mais rigorosos no registo destas ocorrências e, por outro, assiste-se efetivamente a um crescimento dos eventos adversos, e isso pode acontecer por várias razões, como o envelhecimento da população”.

Neste trabalho, os autores perceberam que existem, de facto, fatores que se associam a um maior risco de sofrer um evento adverso.

“A idade mais avançada e a coexistência de várias doenças são dois dos fatores que podem potenciar a ocorrência de um evento adverso, quer seja uma falha decorrente da ação de um profissional de saúde, uma complicação inesperada ou uma reação medicamentosa”, refere, em comunicado, Bernardo Sousa Pinto, investigador do CINTESIS e primeiro autor deste trabalho.

Os resultados mostraram também que os doentes que sofreram um evento adverso ficam internados o dobro dos dias por comparação com os pacientes cujo internamento decorreu dentro da normalidade.

“No total, entre 2000 e 2015, foram registados cinco milhões de dias de internamento adicionais que em parte podiam ter sido evitados”, explica o investigador Bernardo Sousa Pinto.

No âmbito deste trabalho, foi ainda possível estimar os custos financeiros associados a estas ocorrências. Enquanto, num internamento normal os custos medianos são de 1.760 euros, nos internamentos que registam eventos adversos ultrapassam-se os três mil euros.

Alberto Freitas acrescenta que, entre 2000 e 2015, os eventos adversos associaram-se a aumentos na fatura do Sistema Nacional de Saúde em 1.700 milhões de euros.

Saiba mais em: http://www.jornalmedico.pt/atualidade/34902-eventos-adversos-nos-internamentos-aumentam-risco-de-morte-e-custam-100-m-ano-ao-sns.html