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Revista Portuguesa de Gestão e Saúde nº 22

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Sexta-feira Nov 17, 2017

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Ordem dos Médicos contesta “política contra doentes”  

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Terça-feira Nov 14, 2017

Miguel Guimarães rejeita as declarações do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Jorge Simões, que defende que os atos médicos podem ser exercidos por outros profissionais de saúde. Na primeira entrevista depois de assumir a presidência daquele órgão, Jorge Simões disse ainda que não faltam médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS). “A Ordem dos Médicos não aceita, nem tolera uma política contra os doentes”, frisa o bastonário.

As afirmações de Jorge Simões, sugerindo que existem no SNS cerca de 40 mil médicos e de que o sistema não precisa de muitos mais médicos, mas sim de mais enfermeiros, farmacêuticos e paramédicos, para praticarem atos médicos e de que o reordenamento de tarefas médicas pode beneficiar profissionais de saúde, contribuintes e doentes “são contradições próprias de quem não conhece o terreno e não sabe o que é exercer medicina nem as outras profissões de saúde”, afirma o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), em reação às declarações de Jorge Simões à Antena 1 (na última sexta-feira).

“Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, o SNS tinha ao serviço, no dia 31 de Setembro, um total de 27313 médicos. Destes, 9314 são internos em formação, com as limitações que tal representa em termos de autonomia para o exercício da profissão”. Miguel Guimarães acrescenta que “tal significa que, na verdade, o SNS tem apenas 18 mil especialistas, cerca de 1,9 médicos especialistas por 1000 habitantes”.

“Faltam milhares de médicos no serviço público de Saúde. E também faltam milhares de enfermeiros e de outros profissionais de saúde que não se substituem entre si”.

Para a OM, igualmente grave é a comparação da realidade do SNS com a dos sistemas de saúde de outros países, nomeadamente do Reino Unido, Canadá e Austrália, já que o presidente do CNS afirma que já teve início a discussão técnica e depois será iniciada a discussão política. “Onde foi já iniciada a discussão técnica? No lado obscuro dos gabinetes do poder? Sem ouvir sequer as organizações que representam os médicos?”, questiona o bastonário.

Nas suas declarações, o presidente do CNS “transmitiu a ideia aos portugueses que a medicina pode ser feita por qualquer pessoa, que não é preciso estudar milhares de horas e praticar outras tantas, para ao fim de 11 a 13 anos se ser especialista numa área da medicina”, diz o bastonário da Ordem dos Médicos. “No limite, ao pretender que a medicina seja realizada por outros profissionais de saúde que não médicos, o presidente do CNS está a promover a existência de doentes de primeira e segunda categoria consoante a sorte e possibilidades de cada um”, lamenta Miguel Guimarães.

“As afirmações do presidente do CNS são ostensivamente graves. Não respeitam os médicos, nem valorizam o trabalho notável que têm feito pelo SNS e pelo país. A Ordem dos Médicos não aceita, nem tolera uma política contra os doentes e contra a qualidade da Medicina”, conclui.

Lisboa, 31 de outubro de 2017


ARS Norte | Mais 36 médicos de família

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Segunda-feira Nov 13, 2017

Os cuidados de saúde primários da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte contam, a partir desta sexta-feira, 3 de novembro, com 36 novos médicos especialistas em medicina geral e familiar.
De acordo com a ARS Norte, vai ser possível atribuir médico de família a cerca de 68.000 utentes, melhorando assim o acesso aos cuidados de saúde.
Após conclusão do segundo concurso de medicina geral e familiar de 2017, que o Ministério da Saúde levou a efeito, iniciaram hoje funções, naquela região de saúde, 36 novos especialistas, os quais «vêm preencher carências ainda verificadas, em especial nas zonas de interior ou mais distantes dos grandes centros urbanos», refere a ARS Norte.
A ARS refere ainda que «em termos de cobertura de medicina geral e familiar, a região Norte já ultrapassava os 97 %. Com estes novos especialistas, passa a dotar, praticamente toda a população da região, que assim o deseje, com o seu médico de família».

Fonte: Portal SNS


Prémio Nacional de Saúde 2017

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Nov 2, 2017

O cirurgião cardiotorácico João Queiroz e Melo, responsável pelo primeiro transplante de um coração em Portugal, em 1986, foi escolhido para o Prémio Nacional de Saúde 2017.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), a atribuição deste prémio levou em conta o pioneirismo da transplantação cardíaca de João Queiroz e Melo, assim como os seus serviços prestados no ensino e difusão de métodos avançados no tratamento da doença cardíaca e a sua vasta obra no domínio da investigação e da cultura cardiológica nacional.

O Prémio Nacional de Saúde visa distinguir, anualmente, pela relevância e excelência no âmbito das Ciências da Saúde, nos seus aspetos de promoção, prevenção e prestação de cuidados, uma personalidade que tenha contribuído, inequivocamente, para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Júri de Atribuição do Prémio Nacional de Saúde foi constituído por Professor Doutor Walter Friederich Alfred Osswald, que presidiu, Bastonário da Ordem dos Médicos, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Bastonário da Ordem dos Psicólogos, Bastonário da Ordem dos Biólogos, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública.

João Manuel Godinho Queiroz e Melo nasceu em Tomar em 1945.

Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em 1968, tendo escolhido esta carreira por influência do seu avô, também médico.

Doutorou-se pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, em 1992. Foi Professor Catedrático de Cirurgia na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (2004-2006) e Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa (2011-2013).

Optou pela especialidade de Cirurgia Geral nos Hospitais Civis de Lisboa e de Bissau, terminando-a em 1974.

Realizou a especialidade de Cirurgia Cardiotorácica, no Hospital de Santa Marta, com o Professor Machado Macedo (1979). Durante este período, passou por Londres (Reino Unido), Portland e Boston (EUA), para enriquecer a sua formação profissional.

Com a orientação dos Professores Machado Macedo e Seabra Gomes, foi iniciada, em 1981, no Hospital de Santa Cruz, a prática da cardiologia como atividade médico-cirúrgica. Assim se desenvolveu a cirurgia coronária de rotina, a utilização da artéria mamária interna como conduto de revascularização, a implantação de homoenxertos aórticos, a cirurgia corretiva das cardiopatias congénitas no primeiro ano de vida. Nesses anos, estas doenças obrigavam um elevado número de doentes a terem de se deslocar ao estrangeiro para tratamento.

Iniciou a transplantação cardíaca em Portugal.

Realizou o primeiro transplante do coração em Portugal, a 18 de fevereiro de 1986, no Hospital de Santa Cruz, tendo iniciado outras técnicas inovadoras, como os homoenxertos criopreservados, a cirurgia de fibrilhação auricular e outras técnicas cirúrgicas.

Foi fundador do Centro de Criobiologia Cardiovascular, para a preparação e desenvolvimento de homoenxertos criopreservados. Este centro foi incorporado no Centro de Histocompatiblidade do Sul em 2006.

Esteve na origem do Instituto de Tecnologia Biomédica, dedicado a investigação em biomateriais. Em resultado dessa investigação, iniciou diferentes técnicas cirúrgicas e procedimentos inovadores em cirurgia cardíaca, nomeadamente a autotransfusão pré-operatória, a vídeo-cirurgia cardíaca, a anulaplastia valvular com anéis ajustáveis e flexíveis, ablação da fibrilhação auricular e da sua origem nas veias pulmonares.

Em 2009, promoveu o início da implantação de válvulas percutâneas por via transpical e transfemural.

Foi o criador e responsável do registo mundial da cirurgia da fibrilhação auricular.

Desempenhou vários cargos, desde Diretor de Serviço de Cirurgia Cardiotorácica a Diretor do Hospital de Santa Cruz (1990-95). Ao aceitar este último cargo, deixou de exercer nos Hospitais da CUF e no Hospital Particular de Lisboa, onde trabalhou desde 1982.

Em 2001, partiu para a Universidade de Leiden (Holanda), na qual efetuou as primeiras cirurgias utilizando radiofrequência bipolar.

Em 2002, esteve no Hospital de San Raffaelle (Milão), em que desenvolveu técnicas de reconhecimento de arritmias auriculares por electrogramas intracavitários.

Realizou sessões teóricas e práticas cirúrgicas para o ensino de novas técnicas em vários países, nomeadamente em Portugal, Espanha, França, Holanda, Alemanha, Polónia, Estados Unidos da América, Turquia, Austrália e Tailândia.

Pertence a várias sociedades científicas, das quais se destacam aquelas em que ocupou cargos diretivos: European Society of Cardiology, Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardiotorácica e Vascular e Sociedade Portuguesa de Cardiologia, sendo membro fundador da European Community Cardiac Surgery Society e da Sociedade Portuguesa de Transplantação.

Foi membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Foi condecorado Grande Oficial da Ordem de Santiago de Espada.

Foi condecorado com a medalha de Grande Oficial da Ordem do Infante.

Fonte: Portal SNS


Prémio Personalidade de 2017

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Terça-feira Out 31, 2017

O júri da 6.ª edição do Prémio Saúde Sustentável atribuiu ao Diretor-Geral da Saúde, Francisco George, o Prémio Personalidade de 2017.

À frente da Direção-Geral da Saúde (DGS) desde o ano de 2005, o Diretor-Geral da Saúde deixará o cargo no próximo dia 20 de outubro, altura em que celebrará 70 anos e que, por força da lei, terá de cessar funções.

O galardão distingue uma carreira ímpar, com passagens pela China e por África, integrado na Organização Mundial de Saúde, uma experiência que o ex-reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Rendas, colega de curso de Francisco George, disse ter sido «essencial para o sucesso na DGS».

Ainda, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, o Hospital Distrital de Santarém foi vencedor na categoria «Cuidados hospitalares», tendo a Unidade Bem Humanizar, de cuidados paliativos ao domicílio, que conta com o apoio da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, sido vencedora na área de «Cuidados continuados».

Foram atribuídas menções honrosas ao Instituto Português de Oncologia do Porto, na área de «Qualidade clínica e resultados em saúde» e ao Hospital de Braga na categoria «Experiência do cidadão».

O Prémio Saúde Sustentável, uma iniciativa conjunta entre a Sanofi e o Jornal de Negócios, distingue as boas práticas da sustentabilidade da saúde em Portugal em quatro áreas principais:

  • Cuidados de saúde hospitalares;
  • Cuidados de saúde primários;
  • Cuidados de saúde continuados;
  • Outras categorias.

 

«Esta é uma iniciativa anual, voltada para a sociedade, que procura estimular uma visão sustentável dos recursos na saúde em Portugal», refere a organização

Fonte: Portal SNS