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PR pede consenso dos partidos sobre candidatura portuguesa à EMA

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quinta-feira Jun 22, 2017

O Presidente da República (PR) pediu ontem que os partidos “estabilizem a opinião” sobre a localidade portuguesa a candidatar à Agência Europeia do Medicamento (EMA), escolhendo “a que tem melhores hipóteses de ganhar” e “remando na mesma direção”.

“O que o PR pode desejar, em primeiro lugar, é que rapidamente os partidos definam uma posição. Se é a que tinham, se é outra e qual: Porto ou Braga. Depois, que definam por consenso, para um não defender uma coisa e outro defender outra”, pediu Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre a possibilidade de ainda haver unidade nacional relativamente à localidade portuguesa a candidatar à sede da EMA, que deve abandonar Londres com a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

“É preciso que todos se juntem para que Portugal ganhe, porque isso é que é importante”, acrescentou, em declarações aos jornalistas na Póvoa de Varzim, alertando para a necessidade de o acordo partidário ser “rápido”, porque está em causa uma “luta muito difícil”, com “hipóteses limitadas”, pelo que importa não as tornar “impossíveis”.

“O que posso pedir é que os partidos estabilizem a opinião, cheguem ao acordo possível e depois remem todos na mesma direção, senão o que já é difícil torna-se impossível”, frisou o chefe de Estado, à margem de cerimónia de homenagem à Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, com o título de membro honorário da Ordem de Mérito.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, é “prejudicial” a polémica que se tem gerado em torno da candidatura de Portugal à EMA, com vários políticos e localidades a reivindicar a sede da agência europeia, depois de o Governo ter escolhido Lisboa.

“À partida todos tinham a mesma opinião. É preciso ficar claro quem tem agora uma opinião e quem tem outra. Ficar claro a que tem melhores hipóteses para ganhar e, depois, todos juntarem-se para que Portugal ganhe, porque isso é que é importante”, vincou.

Marcelo lembrou que, “há um mês, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto de saudação e apoio a Lisboa como local escolhido na candidatura portuguesa”.

“É natural que os partidos mudem de opinião e tenham entretanto aparecido outras hipóteses no quadro da descentralização. Fala-se do Porto e de Braga. Mas é preciso que, rapidamente, os partidos definam uma posição”, avisou o PR.

 

Ordem dos Farmacêuticos também apela à união

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) manifestou o seu apoio aos esforços do Estado português para que a EMA tenha a sua sede em Portugal e apelou à união das instituições nacionais para evitar divisionismo.

“A OF apela a todas as forças e instituições portuguesas no sentido de que se fale a uma só voz, dando ao projeto a coerência necessária ao seu êxito e evitando divisionismos que, sendo desnecessários, só prejudicam ou podem mesmo comprometer a nossa candidatura nacional”, refere, em comunicado.

A OF adianta que a candidatura preparada pelo Ministério da Saúde para que Portugal acolha a sede da EMA, em resultado do processo de saída do Reino Unido da UE, merece “o aplauso e apoio” da OF, e da parte dos farmacêuticos, “tudo será feito” para que tal desígnio nacional se concretize.

“Sabemos que a concorrência é de peso (…) mas todos os esforços são válidos para conseguirmos que este importante ativo comunitário se transfira para Portugal”, refere a OF, notando que com este projeto “alargam-se portas ao desenvolvimento económico e científico na área da Saúde e, em particular, do medicamento”.

No entender da OF, o projeto coloca ainda, de forma determinada, Portugal na rota da investigação clínica e biomédica.

“Tal passo reforçará o nosso sistema de saúde e, a médio e longo prazo, determinará melhorias na saúde dos portugueses”, conclui a Ordem.

Fonte: Jornal Médico


Ministro: Hospital Amadora-Sintra será autorizado a fazer contratações necessárias

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Jun 21, 2017

O ministro da Saúde garantiu, na quarta-feira, no Parlamento, que o Hospital Amadora-Sintra será autorizado a fazer as contratações externas que forem necessárias, reagindo assim ao pedido de demissão da direção clínica que considerou como uma chamada de atenção.

Daremos autorização para todas as contratações de que o hospital necessite e sejam adequadas”, afirmou Adalberto Campos Fernandes, depois de ser questionado pelo PCP sobre a situação no Hospital Fernando Fonseca.

A direção clínica e diretores de serviço daquela instituição decidiram demitir-se. Desconforto crescente em torno das dificuldades para contratação de pessoal, que pode ser agravado com a imposição de reduzir em 35% os gastos com médicos tarefeiros, esteve na origem da decisão.

O ministro da saúde disse que aqueles profissionais puseram o lugar à disposição, mas que se mantêm em funções. “Foi uma chamada de atenção que será apoiada. Não vemos nenhum mal nessa tomada de posição”, concluiu o governante.

Fonte: Jornal Médico


O Presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde (SPGS) aplaude o recuo do governo no caso da candidatura única de Lisboa para sede da Agência Europeia do Medicamento

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Terça-feira Jun 20, 2017

A exemplo de outros países europeus e especialmente pelas condições praticamente únicas da Área Metropolitana do Porto, o governo deve esperar pelo trabalho do grupo que vai “explicar” e promover as razões para a candidatura da cidade do Porto.
A SPGS está disponível para colaborar dentro das suas possibilidades para que seja apresentada uma candidatura fortíssima e potencialmente vendedora na Europa.


Ministério assina acordo com Imperial Ouvir

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Sexta-feira Jun 9, 2017

Protocolo incide sobre avaliação das políticas de saúde.

O Ministério da Saúde assinou um protocolo com o Imperial College Business School, esta quarta-feira, dia 31 de maio, em Londres, que visa a colaboração para a avaliação do impacto das políticas de saúde implementadas pelo XXI Governo Constitucional.

O acordo, que foi assinado pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, e pela vice-diretora do Imperial College Business School, incide sobre a análise, o tratamento e a publicação científica conjunta.

Será coordenado pelas equipas do Imperial College (departamento de Health Economics and Policy), em articulação com as instituições portuguesas, com vista a dar maior visibilidade internacional às políticas inovadoras do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Imperial College Business School já demonstrou interesse em canalizar verbas para o desenvolvimento de estudos científicos nas áreas contempladas.

O protocolo foi assinado no final de uma sessão, promovida pelo Imperial College Business School, sobre Inovação e Políticas de Saúde:

As áreas preferenciais de parceria contemplam:

  • Promoção da Alimentação Saudável;
  • VIH/Sida;
  • Diabetes;
  • Medicamentos;
  • Sistemas de Informação;
  • Integração da Inovação em Saúde nas instituições do SNS.

Fonte: Portal SNS


Infarmed confiscou mais de 460 mil medicamentos ilegais

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Jun 7, 2017

As autoridades portuguesas intercetaram mais de 460 mil unidades de medicamentos a circular ilegalmente em 2016, dos quais 11% foram destruídos por serem de risco elevado, falsificados ou suspeitos de falsificação.

Em comunicado, o organismo que regula o setor informou que no ano passado foram retidas, devolvidas ou destruídas 460.936 unidades de medicamentos, no âmbito do protocolo de colaboração entre o Infarmed e a Autoridade Tributária e Aduaneira.

Destas unidades, 24.250 foram intercetadas no âmbito da operação internacional PANGEA, dos quais 57 produtos foram analisados pelo laboratório do Infarmed, que detetou 24 (42%) falsificados e/ou ilegais.

Segundo o Infarmed, os analgésicos passaram a ser a classe de medicamentos mais adquirida, passando de 6% a 16% do total, quando em 2012 a disfunção erétil dominava o rol de medicamentos intercetados pela alfândega.

Os Estados Unidos passaram a ser o país com maior volume de aquisições, o que o Infarmed atribui, em parte, “à maior confiança na qualidade por parte dos consumidores”.

Em áreas como a disfunção erétil, continuam a dominar países como a índia ou Singapura.

“Os principais remetentes de medicamentos destinados ao emagrecimento são o Brasil, Índia ou China”, refere este organismo do Ministério da Saúde.

Fonte: JN