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Ministério da Saúde quer mais dentistas em 50 centros de saúde até final do ano

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Mar 22, 2017

O Ministério da Saúde espera que, até final do ano, existam mais de 50 centros de saúde com médicos dentistas, estando prevista para terça-feira a abertura de um concurso que visa a integração destes profissionais em 25 novos locais.

No Dia Mundial da Saúde Oral, assinalada ontem, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde encerrou a cerimónia de apresentação do alargamento do projeto-piloto de integração de médicos dentistas nos cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS), dizendo esperar que, até final deste primeiro semestre, existam médicos dentistas integrados em todo o país nesta área da saúde oral.

“Iniciámos no ano passado com 13 [médicos dentistas em centros de saúde], esperamos que até final do ano tenhamos mais de 50 integrados e o objetivo é crescer, crescer porque os portugueses precisam muito desta área”, afirmou aos jornalistas no final da cerimónia.

Fernando Araújo sublinhou ainda a “enorme articulação” entre a equipa de medicina familiar e os médicos dentistas, que classificou de “uma mais-valia”.

Para o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, esta integração de médicos dentistas em unidades do SNS deve ser feita “de uma forma equilibrada, sustentável, de forma consistente, de que não haja volta atrás”.

“A integração destes médicos é para ficar, é para o futuro. O SNS tem de dar uma resposta em termos de saúde oral e certamente que irá dá-la”, adiantou.

Presente na cerimónia, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro, disse que o que mais atrai estes profissionais para o SNS é “a perspetiva de poder trabalhar em equipa, integrados com outros profissionais de saúde, para poder dar um tratamento integrado aos utentes do SNS”.

“Isso é extremamente atrativo e as opiniões dos médicos dentistas nos centros de saúde vão nesse sentido: têm todas as condições de trabalho, têm apoio a vários níveis e contactam com outros profissionais de saúde, colocando a medicina dentária onde deve estar – no âmbito médico e dentro do SNS”, adiantou.

Para Orlando Monteiro, as condições que são dadas aos médicos dentistas para irem trabalhar no SNS são “muito aceitáveis”.

Desde julho, quando arrancou o projeto-piloto de médicos dentistas nos centros de saúde, quase 6.500 doentes foram tratados por estes profissionais.

De acordo com fonte do gabinete do ministro da Saúde, e apesar de grande parte dos 13 médicos dentistas não terem trabalhado a totalidade dos seis meses, devido a questões concursais, foram realizadas 8.844 consultas e tratados 6.420 doentes.

Em julho de 2016 começaram a ser introduzidas consultas de saúde oral nos centros de saúde, com experiências piloto que decorreram em algumas unidades da Grande Lisboa e do Alentejo.

Nesta primeira fase, tinham acesso a consultas de saúde oral doentes portadores de diabetes, neoplasias, patologia cardíaca ou respiratória crónica, insuficiência renal em hemodiálise ou diálise peritoneal e os transplantados inscritos nos agrupamentos de centros de saúde onde decorreram as experiências-piloto.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, desde essa data, foram emitidas 4.862 referenciações para consulta de saúde oral.

As referenciações utilizadas e concluídas (com todos os tratamentos concluídos) atingiram as 930 e as referenciações em curso (com tratamentos em curso) 2.028.

Neste período foram efetuados 9.545 tratamentos básicos e 8.321 tratamentos complementares.

Segundo o Ministério da Saúde se prepara para anunciar hoje, vão passar a ter consultas de saúde oral mais Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), sendo objetivo da tutela atingir 80% deste objetivo – agendado para 2017 e 2018 – ainda este ano.

Na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte terão consultas de saúde oral o ACES Porto Oriental (dois centros de saúde), a Unidade Local de Saúde (ULS) Matosinhos (um centro de saúde), a ULS Nordeste (13 centros de saúde), o ACES Feira/Arouca (três centros de saúde), o ACES Douro Sul (três centros de saúde) e o ACES Baixo Tâmega (três centros de saúde).

Na ARS de Lisboa e Vale do Tejo estas consultas passarão a existir no ACES Estuário do Tejo (três centros de saúde), no ACES Lezíria (três centros de saúde), ACES Médio Tejo (um centro de saúde), ACES Almada/Seixal (um centro de saúde), ACES Oeste Sul (dois centros de saúde), ACES Arco Ribeirinho (um centro de saúde), ACES Amadora (um centro de saúde), ACES Lisboa Central (um centro de saúde), ACES Lisboa Ocidental e Oeiras (um centro de saúde), ACES Sintra (dois centros de saúde), ACES Lisboa Norte (um centro de saúde) e ACES Loures/Odivelas (cinco centros de saúde).

Na ARS Centro, serão contemplados os ACES Dão Lafões (quatro centros de saúde), a ULS Castelo Branco (um centro de saúde), ACES Baixo Vouga (um centro de saúde).

Na ARS Alentejo será o ACES Alentejo Central (três centros de saúde) e na ARS Algarve o ACES Algarve II Barlavento (um centro de saúde), o ACES Algarve I Central (um centro de saúde) e o ACES Algarve III Sotavento (um centro de saúde).

O alargamento do projeto-piloto de integração de médicos dentistas nos cuidados de saúde primários do SNS será hoje apresentado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, no Dia Mundial da Saúde Oral.

 

Fonte: Jornal Médico


Financiamento aumentou e a despesa cresceu menos em 2016

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Quarta-feira Mar 15, 2017

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está mais sustentável, de acordo com um estudo apresentado hoje, dia 7 de março, na 6.ª Conferência “Sustentabilidade na saúde 4.0 – Investimento em saúde e impacto na vida laboral”, e que indica que em 2016 o financiamento aumentou e a despesa cresceu menos.

Segundo o estudo, desenvolvido pela Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa, o financiamento do SNS subiu 3,1% e a despesa cresceu 1,2%, menos do que tinha acontecido em 2015.

Se em 2015 o financiamento do SNS se tinha ficado nos 8,65 mil milhões de euros (mais 0,4%), no ano passado este valor subiu 3,1% para os 8,93 mil milhões de euros.

Já a despesa, que tinha crescido 1,7% para os 9,03 mil milhões de euros em 2015, no ano passado subiu menos, atingindo os 9,13 mil milhões de euros (mais 1,2%), o que contribuiu para aumentar o índice de sustentabilidade do SNS (passou de 100.2 para 102.2).

O índice de sustentabilidade é calculado tendo em conta não só a qualidade dos cuidados de saúde na ótica dos cidadãos, como também os indicadores disponíveis sobre a qualidade técnica do SNS, a atividade registada e a despesa.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Simões Coelho, investigador da Nova IMS, explicou que o índice de sustentabilidade, que tinha sido estabelecido em 2014 com base 100, teve pela primeira vez um crescimento significativo.

“O índice tinha tido uma evolução marginal e este ano, pela primeira vez, teve uma evolução positiva (…), o que resulta, por um lado, de um crescimento da atividade, que estimamos em 1,6%, e simultaneamente do crescimento da qualidade, não da qualidade percecionada [pelos utentes] – essa estabilizou nos últimos três anos –, mas sobretudo da qualidade técnica, que evoluiu mais de seis pontos entre 2015 e 2016”, afirmou.

Este movimento, sublinhou, foi conseguido “com um crescimento da despesa a uma taxa inferior à da atividade”.

“É um SNS mais produtivo do que era, a atividade cresceu mais do que a despesa, é um sistema que com a mesma despesa consegue ter nível de qualidade significativamente superior”, sublinhou o investigador.

Sob o ponto de vista da atividade, o estudo indica que aumentou o número de doentes atendidos tanto nos hospitais como nos serviços de saúde primários, mas esta subida foi mais significativa nos cuidados primários (2,1%).

A qualidade do SNS na ótica dos utentes baixou ligeiramente para os 68.3 pontos (- 1,2), mas a qualidade técnica – que usou 13 indicadores validados e ponderados por um grupo de peritos – subiu para os 68,5 pontos (+3,4).

A qualidade técnica é calculada usando, entre outros, indicadores como a sépsis pós-operatória, a mortalidade pós AVC (hemorrágico ou isquémico), o reinternamento a 30 dias e as cirurgias em ambulatório, entre outros.

Para os autores do estudo, a eficácia do SNS, que tinha baixado entre 2014 e 2015, aumentou no ano passado, subindo para 71.1 pontos (+0,9).

A 6.ª Conferência “Sustentabilidade na saúde 4.0 – Investimento em saúde e impacto na vida laboral”, decorreu hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e contou com a presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na sessão de abertura.

Trata-se de uma iniciativa que visa continuar a promover a discussão em torno da sustentabilidade da Saúde em Portugal, particularmente do SNS.

 

Fonte: SNS


Coordenador da reforma hospitalar quer que médicos dêem número de telefone a doentes

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Terça-feira Mar 14, 2017

Seis meses depois de ter começado a liderar o grupo que está a estudar a reforma hospitalar em Portugal, Fernando Regateiro ainda não tem propostas concretas. O que a Coordenação para a Reforma dos Cuidados Hospitalares definiu, para já, foram prioridades. Uma passa por reorientar a procura dos serviços de urgência e outra centra-se no fomento da hospitalização domiciliária. “Já há mais de meia dúzia de hospitais interessados” em ter equipas para apoiar o internamento de doentes em casa, diz o médico que admite que existem redundâncias na rede hospitalar, mas rejeita encerramentos. Se alguns médicos ou enfermeiros disponibilizassem o número de telefone aos doentes crónicos para contacto em caso de necessidade, um grande número de urgências inapropriadas poderia ser evitada, acredita.

Entrevista na íntegra em público www.publico.pt

Fonte: Jornal Publico

 

 


Governo abre 366 vagas para tratamento de pessoas com doença mental

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Terça-feira Fev 14, 2017

A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) vai contar, a partir de 1 de março de 2017, com 366 vagas destinadas ao tratamento e integração de pessoas com doença mental.

Ao todo vão ser financiados 25 contratos-programa com unidades e equipas de saúde mental, projetos-piloto que se destinam a jovens e adultos, com diversas tipologias.

De acordo com um despacho conjunto do Governo, publicado em Diário da República, no dia 6 de fevereiro, as Administrações Regionais de Saúde, IP (ARS, IP) e o Instituto da Segurança Social (ISS, IP) estão autorizados a assumir os compromissos plurianuais no âmbito dos contratos-programa celebrados com as entidades integradas ou a integrar a RNCCI, na área específica da saúde mental.

A escolha das referidas equipas e unidades que vão integrar os projetos-piloto obedecem a alguns critérios, como a experiência da entidade promotora na prestação de cuidados a pessoas com doença mental, o projeto terapêutico e a existência de parcerias na comunidade, que respondam às necessidades de reabilitação psicossocial do perfil de utente, lê-se no despacho.

O diploma sublinha que a expansão da rede de cuidados continuados era uma prioridade no programa do XXI Governo Constitucional para a área da saúde, reconhecendo-se a efetiva carência de resposta na saúde mental.

O objetivo é apostar na proximidade, recuperar a autonomia e cidadania dos doentes fora dos hospitais e com apoio médico e social.

Para saber mais, consulte:

Despacho n.º 1269/2017 – Diário da República n.º 26/2017, Série II de 2017-02-06
Finanças, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Saúde – Gabinetes do Secretário de Estado do Orçamento, da Secretária de Estado da Segurança Social e do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde

Autoriza as Administrações Regionais de Saúde, I. P. (ARS, I. P.), a assumir os compromissos plurianuais no âmbito dos contratos-programa celebrados com as entidades integradas ou a integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), na área específica da saúde mental, previstas no anexo ao presente despacho. Revoga a autorização concedida através do Despacho n.º 8320-B/2015, de 29 de julho, relativamente às entidades referidas no seu Anexo III

Fonte: Portal SNS, 7 de fevereiro de 2017


Adalberto Campos Fernandes admite manter parcerias público-privadas na saúde

Publicado por Dr Miguel Sousa Neves em Segunda-feira Jan 16, 2017

Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, o ministro da Saúde reconhece que este é um assunto que divide o executivo e o Bloco de Esquerda, um dos partidos que apoia o governo no parlamento.

Adalberto Campos Fernandes diz que, se for a melhor opção, e caso sejam defendidos os interesses do Estado, o governo vai continuar a fazer parcerias público-privadas (PPP) na área da Saúde, mesmo que o Bloco de Esquerda não concorde com a decisão.

O ministro adianta que o governo está disponível para conversar com o BE, mas insiste que se a melhor decisão for manter uma PPP, em casos como os Hospitais de Braga ou de Cascais, que terminam os contratos de gestão em 2019, o governo vai avançar para uma parceria. “O que eu vou fazer é cumprir o programa do governo e tomar aquilo que em consciência entendo que possa vir a ser a melhor solução para os contribuintes”.

Uma PPP no Hospital de Cascais está em avaliação, mas o próximo contrato que o executivo de António Costa tem de analisar é o do Hospital de Braga. Ambos terminam os contratos de gestão em 2019, ano em que termina a atual legislatura.

Nesta entrevista à TSF e ao DN, o ministro da Saúde diz ainda que, à semelhança do que já existe para as cirurgias, também haverá tempos máximos de espera para os exames, com Adalberto Campos Fernandes a garantir que a partir do final de fevereiro haverá uma portaria que vai estabelecer prazos máximos para os meios complementares de diagnóstico. “Estamos em condições de até ao final de fevereiro de ter concluída a portaria que regulamenta os direitos de acesso”.

Até ao final do ano, o governo compromete-se a ter 30% dos Agrupamentos de Centros de Saúde dotados de meios complementares de diagnóstico, sendo que todos os agrupamentos devem ter estes meios até ao final da legislatura. “Até ao final deste anos 30% dos Agrupamentos de Centros de Saúde têm de ter esta resposta”.

Nesta entrevista, Adalberto Campos Fernandes foi ainda questionado sobre a escolha do antigo ministro da Saúde, Paulo Macedo, para liderar a nova administração da Caixa Geral de Depósitos. O ministro da Saúde defende que Paulo Macedo é um bom gestor e que fará um bom trabalho à frente do banco público

Adalberto Campos Fernandes defendeu ainda que é preciso lutar contra a fraude. “Onde há dinheiro público há uma grande propensão para comportamentos incorretos”, sublinhando que o ano que passou foi aquele com o maior número de ações de fiscalização, intervenção e reporte às autoridades judiciais. O ministro não pode falar de casos concretos, mas elogia a colaboração com a justiça.

O ministro da Saúde admite que há médicos a mais “no conjunto”, embora com problemas em algumas especialidades e na idade dos médicos, com muitos profissionais jovens e acima dos 55 anos. “Há uma escassez naquela idade intermédia. Acredito que daqui a três ou quatro anos a pletora médica estará completamente ajustada às necessidades”.

Quanto à medicina no ensino privado, Adalberto Campos Fernandes diz não ter qualquer preconceito “ideológico ou administrativo”, frisando que o importante é a qualidade. “Se uma universidade privada fizer prova junto das entidades que avaliam os cursos e tiver uma proposta de valor importante por que razão devemos dizer que não?”.

Fonte: Entrevista TSF DN